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Lesões dos Ligamentos do Joelho
As lesões dos ligamentos do joelho são comuns e podem afetar significativamente a estabilidade e a função dessa articulação crucial. Essas lesões ocorrem frequentemente em atletas, mas também podem afetar a população geral devido a acidentes ou quedas.
Quais são os ligamentos do joelho e suas funções?
Os ligamentos são estruturas fibrosas anatômicas, relativamente rígidas e pouco elásticas, compostas por tecido conjuntivo denso. Sua função primordial é manter a estabilidade articular, impedindo que os ossos se afastem ou se desloquem excessivamente um em relação ao outro.
Devido à natureza da articulação do joelho, que é relativamente instável e frequentemente exposta a movimentos bruscos, os ligamentos estão sujeitos a lesões. Quando os ligamentos são danificados, a articulação do joelho fica instável e o paciente pode experimentar sensações de falseio ou insegurança no joelho, dor e dificuldade para realizar atividades.
No joelho, existem três ossos principais - fêmur, tíbia e patela - que se relacionam entre si para permitir o movimento da articulação. Como as forças que atuam sobre o joelho provêm de várias direções e podem chegar até cerca de oito vezes peso do corpo, existem no joelho mais de dez ligamentos.
Ligamentos Cruzados
Os ligamentos cruzados do joelho são duas estruturas ligamentares que se cruzam no centro da articulação do joelho, proporcionando estabilidade e controle durante os movimentos. Os dois ligamentos cruzados são:
Ligamento Cruzado Anterior (LCA): Localizado na parte da frente do joelho e se estende do fêmur (osso da coxa) até a tíbia (osso da perna). O LCA impede que a tíbia se mova para frente em relação ao fêmur e ajuda a estabilizar o joelho durante atividades que envolvem mudanças rápidas de direção, como correr e praticar esportes de contato.
Ligamento Cruzado Posterior (LCP): Localizado na parte de trás do joelho e também se estende do fêmur até a tíbia, mas em uma posição oposta ao LCA. O LCP impede que a tíbia se mova para trás em relação ao fêmur e fornece estabilidade ao joelho durante atividades como parar rapidamente e mudar de direção.
Ligamentos Colaterais
Os ligamentos colaterais são estruturas anatômicas localizadas nos lados do joelho que ajudam a estabilizar a articulação. Existem dois tipos principais de ligamentos colaterais no joelho:
Ligamento Colateral Medial (LCM): Também conhecido como ligamento colateral tibial, o LCM está localizado no lado interno (medial) do joelho e conecta o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna). Sua principal função é evitar que o joelho se desloque para fora, fornecendo estabilidade lateral à articulação.
Ligamento Colateral Lateral (LCL): Também chamado de ligamento colateral fibular, o LCL está localizado no lado externo (lateral) do joelho e une o fêmur à cabeça do osso da fíbula. Ele desempenha um papel semelhante ao LCM, mas em vez de evitar o deslocamento para dentro do joelho, o LCL previne o deslocamento excessivo do joelho para fora.
Ligamentos Patelofemorais
Os Ligamentos Patelofemorais Medial e Lateral são estruturas anatômicas localizadas na região do joelho que desempenham um papel crucial na estabilização da patela (rótula).
Ligamento Patelofemoral Medial: Este ligamento está localizado na parte interna (medial) do joelho e conecta a patela ao fêmur (osso da coxa). Ele desempenha um papel importante na estabilização da patela, ajudando a guiar seu movimento durante a flexão e extensão do joelho. O Ligamento Patelofemoral Medial ajuda a prevenir o deslocamento excessivo da patela para o lado interno do joelho.
Ligamento Patelofemoral Lateral: Por outro lado, o Ligamento Patelofemoral Lateral está localizado na parte externa (lateral) do joelho e também conecta a patela ao fêmur. Assim como seu homólogo medial, este ligamento contribui para a estabilização da patela, impedindo que ela se desloque em direção à parte externa do joelho durante os movimentos.
Ligamentos Meniscais
Os ligamentos meniscais são estruturas fibrosas localizadas dentro da articulação do joelho, conectando os meniscos às estruturas ósseas adjacentes, ou seja, ao fêmur e à tíbia. Existem dois ligamentos meniscais principais em cada joelho: o ligamento meniscofemoral e o ligamento meniscotibial.
Ligamento Meniscofemoral: Este ligamento conecta o menisco ao fêmur. Ele consiste em duas porções: a anterior e a posterior. A porção anterior é mais robusta e está localizada na parte frontal do joelho, enquanto a porção posterior é mais fina e está localizada na parte de trás.
Ligamento Meniscotibial: Este ligamento conecta o menisco à tíbia. Assim como o ligamento meniscofemoral, também possui duas porções, anterior e posterior.
Graus de Lesões nos Ligamentos do Joelho
Como mencionado anteriormente, a estabilidade da articulação do joelho depende significativamente dos ligamentos em repouso, bem como da ação muscular dinâmica. Com sete eixos de movimento, o joelho está suscetível a lesões por trauma direto ou movimentos bruscos, como mudanças rápidas de direção durante atividades esportivas. As lesões nos ligamentos são classificadas em uma escala geral de gravidade.
Estiramento (grau 1): Neste tipo de lesão, o ligamento sofre poucos danos devido a uma entorse leve. Isso indica que houve um pequeno estiramento do ligamento, mas ele ainda é capaz de manter a estabilidade da articulação do joelho. Geralmente, essa lesão causa dor significativa.
Ruptura parcial (grau 2): Uma entorse de Grau 2 estende o ligamento até o ponto de causar uma ruptura parcial. Isso significa que algumas fibras do ligamento são lesionadas, enquanto outras permanecem intactas. Essa lesão resulta em maior instabilidade da articulação e pode causar dor considerável.
Ruptura completa (grau 3): Essa é conhecida como ruptura completa do ligamento. O ligamento se rompe completamente, deixando duas partes separadas, chamadas de cotos, e levando à instabilidade significativa da articulação do joelho. Essa lesão geralmente causa uma sensação de deslocamento no joelho e requer tratamento adequado para restaurar a estabilidade.
LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR (LCA)
O que é o Ligamento Cruzado Anterior (LCA)?
O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma estrutura ligamentar intra-articular, rígida e pouco elástica, composta por tecido conjuntivo denso, que conecta o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna), impedindo que a tíbia se mova para frente em relação ao fêmur. Anatomicamente, o LCA e o Ligamento Cruzado Posterior (LCP) se cruzam, formando um 'X', o que estabiliza a articulação do joelho contra forças de frente para trás. A principal função do LCA é estabilizar o joelho durante atividades que envolvem mudanças rápidas de direção, como correr e praticar esportes de contato.
Como ocorre a Lesão do LCA?
A lesão do ligamento cruzado anterior geralmente ocorre durante atividades que exijam movimentos bruscos do joelho, como esportes de contato, corrida, salto e mudanças rápidas de direção. O mecanismo mais comum de lesão envolve uma combinação de movimentos, incluindo torção do joelho e mudança abrupta de direção que colocam uma tensão excessiva no ligamento, levando a sua ruptura e, na maioria das vezes, necessitando cirurgia para tratamento.
Durante essas atividades, uma torção excessiva do joelho, acompanhada de um movimento de valgo (joelho para dentro) e rotação do fêmur sobre a tíbia, pode colocar uma tensão significativa no LCA. Essa tensão pode exceder a capacidade do ligamento de suportar a carga, levando a uma ruptura parcial ou completa do LCA.
Por exemplo, em esportes como futebol ou basquete, uma mudança rápida de direção enquanto o pé está fixo no chão pode criar uma força rotacional excessiva no joelho, colocando o LCA em risco de lesão. O mesmo ocorre em situações de aterrissagem após um salto, especialmente se o joelho estiver em uma posição vulnerável.
Quais os sintomas da Lesão do LCA?
Os sintomas incluem um estalo forte do joelho, dor intensa, e inchaço rápido. Há dificuldade em andar, apoiar o pé e movimentar o joelho. Após a lesão, recomenda-se parar a atividade, elevar a perna, aplicar gelo e fazer repouso. A dor e o inchaço podem melhorar nas primeiras semanas, mas a instabilidade do joelho permanece, podendo causar a sensação de falseio (joelho frouxo, saindo do lugar).
É importante notar que os sintomas da lesão podem variar de pessoa para pessoa e também podem ser influenciados pela extensão da lesão.
Diagnóstico de uma Lesão do LCA
O diagnóstico de uma lesão do ligamento cruzado anterior envolve uma combinação de história clínica, exame físico e exames de imagem e, geralmente, é desafiador, uma vez que o LCA lesado não cicatriza facilmente devido à desorganização de suas fibras e à sua localização dentro da cavidade do joelho, envolto pelo líquido articular. Rupturas parciais do LCA podem ocasionalmente apresentar cicatrização parcial, mas casos de instabilidade geralmente não resultam em recuperação completa do ligamento.
O exame físico do joelho, realizado por um ortopedista, é a principal ferramenta para diagnosticar a lesão do LCA. São realizados testes específicos que envolvem manipulação cuidadosa do joelho. A ressonância magnética do joelho é o exame mais indicado para confirmar o diagnóstico de lesão do LCA. Este exame é essencial para identificar lesões associadas comuns, como lesões dos meniscos e da cartilagem do joelho.
Tratamento da Lesão do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)
A maioria dos casos de lesão do LCA tem indicação cirúrgica. No entanto, em algumas situações não há necessidade de cirurgia:
• Pacientes mais velhos, sem atividade esportiva;
• Lesões parciais sem instabilidade;
• Lesões por desgaste do LCA, associadas à artrose do joelho.
O tratamento conservador (não cirúrgico) é baseado em programa estruturado de fisioterapia, com os objetivos de restabelecer o movimento, restabelecer ativação muscular, fortalecer a musculatura do joelho, quadril e tronco e promover aumento de equilíbrio e propriocepção.
Cirurgia de Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior (LCA)
A cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é indicada para indivíduos jovens, praticantes de esportes que envolvem movimentos de corte, giro ou explosão, e pessoas com instabilidade no joelho durante atividades diárias. A ausência do LCA deixa o joelho mais vulnerável e não realizar a cirurgia pode aumentar o risco de outras lesões no joelho, como nos meniscos e na cartilagem.
O momento ideal para a cirurgia é entre 3 e 6 semanas após a lesão. Realizá-la muito cedo, quando o joelho ainda está inchado e a musculatura enfraquecida, pode dificultar a recuperação inicial. Por isso, é importante uma fase de fisioterapia pré-operatória para melhorar a ativação muscular, a extensão completa do joelho e reduzir o inchaço. Adiar a cirurgia por mais de 6 semanas pode aumentar o risco de complicações e tornar a lesão crônica, comprometendo o sucesso da reconstrução.
Como o LCA não possui capacidade de cicatrização, a reconstrução é feita com enxertos de tendão, retirados de outra parte do corpo, como tendões flexores (grácil e semitendíneo), tendão patelar, tendão quadricipital e tendões de banco de tecidos. A cirurgia de reconstrução do LCA é geralmente é geralmente realizada por artroscopia, um procedimento minimamente invasivo, que permite recuperação mais rápida e menor dor pós-operatória.
A técnica mais recomendada é a reconstrução anatômica do LCA, onde o enxerto é posicionado na mesma posição do ligamento natural, fixado nos ossos do fêmur e da tíbia com dispositivos de fixação. Durante a cirurgia, lesões adicionais nos meniscos e na cartilagem também são avaliadas e tratadas, se necessário.
Recuperação da Cirurgia do LCA
A recuperação após a cirurgia do ligamento cruzado anterior é crucial para o sucesso do procedimento.
A alta hospitalar geralmente ocorre no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia. Já na primeira semana após a cirurgia é iniciada a fisioterapia, com exercícios de ativação muscular e movimentação do joelho, juntamente com o treino de andar com muletas. O peso do corpo pode ser apoiado no joelho operado com o auxílio das muletas. O uso das muletas continua até que o paciente possa andar sem mancar, o que geralmente ocorre entre 2 a 4 semanas após a cirurgia.
Progressivamente, exercícios de fortalecimento, equilíbrio e movimentos esportivos são introduzidos, baseados na avaliação funcional do paciente. O retorno ao esporte deve ser gradual, com um tempo mínimo de 6 meses, sendo mais seguro aguardar até 9 meses para reduzir o risco de nova lesão. É essencial que o paciente restabeleça a força muscular, simetria entre as coxas e controle e equilíbrio adequados, conforme avaliação do fisioterapeuta.
O retorno ao esporte deve ser autorizado pelo médico e fisioterapeuta, garantindo que o paciente esteja completamente preparado para retomar suas atividades físicas com segurança.
LESÃO DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR (LCP)
O que é o Ligamento Cruzado Posterior (LCP)?
O ligamento cruzado posterior (LCP) é uma estrutura ligamentar intra-articular, rígida e pouco elástica, composta por tecido conjuntivo denso. Ele conecta o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna), estabilizando o joelho e impedindo o deslocamento posterior da tíbia em relação ao fêmur (conhecido como gaveta posterior). Além disso, ajuda a prevenir a rotação externa da tíbia. Anatomicamente, o LCP e o ligamento cruzado anterior (LCA) se cruzam, formando um 'X', o que estabiliza a articulação do joelho contra forças de frente para trás e de trás para frente. Essa estabilidade permite a realização de movimentos como correr, pular e girar.
Como ocorre a Lesão do LCP?
O LCP é menos propenso a lesões em comparação com o ligamento cruzado anterior (LCA), e as lesões geralmente ocorrem quando há uma força súbita e excessiva aplicada ao joelho, especialmente quando a tíbia é empurrada para trás em relação ao fêmur. Isso pode acontecer em situações como acidentes de carro, moto, quedas de altura ou, com menos frequência, por impacto direto na frente do joelho, como acontece em alguns esportes de contato. Esses eventos podem causar estiramento excessivo ou ruptura do ligamento, resultando em uma lesão no LCP.
Quais os sintomas da Lesão do LCP?
Os sintomas da lesão do ligamento cruzado posterior variam com a gravidade. Dor de leve a intensa é comum, e o joelho pode inchar na região posterior devido à inflamação. A lesão pode causar sensação de instabilidade, especialmente ao levantar-se ou mover o joelho. A dor e instabilidade podem dificultar caminhar, apoiar o peso no joelho afetado e realizar movimentos de flexão e extensão. Fraqueza muscular e falta de controle são comuns, assim como estalidos ou rangidos no joelho durante o movimento.
Diagnóstico de uma Lesão do LCP
O diagnóstico de uma lesão no ligamento cruzado posterior envolve a história clínica, exame físico e exames de imagem. O exame físico, conduzido por um especialista, inclui testes específicos como o teste do Lachman e o teste da gaveta posterior. Se o joelho estiver muito inchado e dolorido, o exame pode ser inconclusivo e pode ser necessário repeti-lo. A ressonância magnética é o exame mais indicado para confirmar a lesão do LCP e identificar lesões associadas, como dos meniscos e da cartilagem. Outros exames de imagem, como radiografias, ultrassonografia ou tomografia computadorizada, podem complementar a avaliação, dependendo da suspeita clínica.
Tratamentos da Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP)
O tratamento de lesões do LCP geralmente não requer cirurgia imediata, devido ao alto potencial de cicatrização do mesmo, facilitado pela sua posição externa à cavidade articular do joelho. O tratamento conservador é recomendado para rupturas parciais ou completas sem lesões associadas. Este tratamento inclui o uso de imobilizador e muletas por cerca de 4 semanas e um programa de fisioterapia para restaurar movimento, fortalecer a musculatura e melhorar o equilíbrio. Se os sintomas persistirem, a cirurgia pode ser considerada.
Cirurgia de Reconstrução do Ligamento Cruzado Posterior (LCP)
A cirurgia de reconstrução do LCP é indicada quando há lesões associadas de outros ligamentos, instabilidade persistente ou dor após tratamento conservador, ou fratura do osso da tíbia. A reconstrução do ligamento é feita utilizando enxertos de tendão retirado de outras partes do corpo como tendões flexores, patelar, quadricipital ou de banco de tecidos.
Geralmente a reconstrução do LCP é realizada por artroscopia, procedimento cirúrgico minimamente invasivo, que permite uma recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória e menor risco de complicações. A técnica mais recomendada é a reconstrução anatômica, onde o enxerto é posicionado na localização original do ligamento, fixado com dispositivos para evitar afrouxamento até a cicatrização. Durante a cirurgia, lesões adicionais nos meniscos e na cartilagem também são tratadas, se necessário.
LESÃO DO LIGAMENTO COLATERAL MEDIAL (LCM)
O que é o Ligamento Colateral Medial (LCM)?
O Ligamento Colateral Medial (LCM) é uma estrutura ligamentar rígida e pouco elástica, composta por tecido conjuntivo denso, localizada na parte medial (interna) do joelho. O LCM conecta o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna) e é responsável por fornecer estabilidade ao joelho, evitando principalmente movimentos excessivos para dentro (movimento em valgo) e forças de rotação externa da tíbia em relação ao fêmur.
Como ocorre a Lesão do LCM?
A lesão do ligamento colateral medial geralmente resulta de uma força externa que estressa a região medial do joelho. Impactos diretos na parte externa do joelho, como pancadas laterais ou quedas, são causas comuns. Movimentos de torção, onde o joelho é forçado a dobrar-se para dentro, especialmente em esportes como futebol ou basquete, também podem lesionar o LCM. Além disso, uma hiperextensão exagerada do joelho, com a tíbia forçada para trás e rotação interna, pode causar estiramento ou ruptura do LCM.
Quais os sintomas da Lesão do LCM?
Os sintomas de uma lesão do LCM podem variar de acordo com a gravidade da lesão. Alguns dos sintomas mais comuns incluem dor na parte interna do joelho, inchaço ao redor do LCM lesionado, instabilidade no joelho, dificuldade em suportar peso e, em casos mais graves, hematomas na região interna do joelho devido a danos nos tecidos circundantes.
Diagnóstico de uma Lesão do LCM
O diagnóstico de uma lesão no ligamento colateral medial geralmente inclui uma combinação de história clínica, exame físico e exames de imagem. O exame físico, realizado por um médico especialista, é fundamental e pode envolver testes específicos, como o teste do Lachman e o teste da gaveta posterior. Caso o joelho esteja muito inchado e dolorido, o exame clínico pode ser inconclusivo, sendo necessário repeti-lo após a redução do inchaço inicial.
A ressonância magnética é o exame mais indicado para confirmar a lesão do LCM e para identificar possíveis lesões em outros ligamentos e estruturas do joelho, como o Ligamento Cruzado Anterior e o menisco medial, bem como contusões ósseas causadas pelo impacto. Este exame pode ser realizado mesmo com o joelho ainda inflamado. Em alguns casos, exames complementares, como radiografias simples, ultrassonografia ou tomografia computadorizada, podem ser usados para completar a avaliação diagnóstica, dependendo da suspeita clínica.
Tratamento da Lesão de Ligamento Colateral Medial (LCM)
A lesão do LCM tende a cicatrizar bem devido à sua posição externa à articulação do joelho, o que facilita a chegada de células de cicatrização e sangue. O tratamento inicial é conservador e inclui repouso, aplicação de gelo, compressão, elevação do joelho e uso de muletas para suportar o peso. Analgésicos e anti-inflamatórios são indicados para alívio da dor.
Durante a fase de tratamento conservador, o paciente deve usar um imobilizador de joelho por 2 a 6 semanas, conforme a gravidade da lesão. Paralelamente, inicia-se um programa de fisioterapia para restaurar o movimento, ativar a musculatura e melhorar o equilíbrio. O prognóstico para lesões isoladas do LCM é geralmente bom, com a maioria dos pacientes retornando às atividades esportivas em 3 a 6 semanas e alcançando níveis pré-lesão em até 3 meses.
Cirurgia para Reconstrução do Ligamento Colateral Medial (LCM)
A cirurgia é indicada em casos mais graves ou quando há lesões associadas, como rupturas completas do LCM ou danos a outras estruturas do joelho e tem como objetivo a reconstrução do ligamento, utilizando enxertos de tendão retirado de outras partes do corpo. O enxerto ideal deve ser mais resistente que o ligamento original, permitir uma fixação segura, ser de fácil remoção e causar pouco prejuízo funcional ao ser retirado. Algumas opções de enxerto incluem tendões flexores (grácil e semitendíneo), tendão patelar, tendão quadricipital e tendões de banco de tecidos. A retirada do enxerto pode exigir cortes cirúrgicos (cirurgia aberta).
A reconstrução do LCM é geralmente realizada por artroscopia, procedimento cirúrgico minimamente invasivo, que permite uma recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória e menor risco de complicações. Atualmente, a técnica mais recomendada é a reconstrução anatômica do LCM, na qual o enxerto é posicionado na mesma posição original do ligamento natural. O enxerto é fixado dentro do joelho em túneis feitos nos ossos do fêmur e da tíbia e preso com dispositivos de fixação, parar evitar o afrouxamento do enxerto até sua cicatrização. Durante a cirurgia, também é importante avaliar e tratar lesões adicionais nos meniscos e na cartilagem, se necessário.
Recuperação da Cirurgia do LCM
A recuperação após a cirurgia do ligamento colateral medial tende a ser menos complexa e mais rápida em comparação com a recuperação de outras lesões ligamentares, como as do ligamento cruzado anterior (LCA). Após o procedimento, a fisioterapia é geralmente iniciada nas primeiras semanas, com foco em recuperar gradualmente o movimento do joelho, fortalecer os músculos e promover a reabilitação funcional. O uso de um imobilizador de joelho pode ser necessário por algumas semanas, seguido pelo uso de muletas conforme orientação médica. A maioria dos pacientes pode retomar as atividades normais em algumas semanas, e o retorno às atividades esportivas geralmente ocorre entre 3 a 6 semanas, dependendo da gravidade da lesão e da evolução na reabilitação.
LESÃO DO LIGAMENTO COLATERAL LATERAL (LCL)
O que é o Ligamento Colateral Lateral (LCL)?
O Ligamento Colateral Lateral (LCL) é uma estrutura ligamentar rígida e pouco elástica, composta por tecido conjuntivo denso, localizada na parte externa do joelho. Ele conecta o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da perna) e é responsável por fornecer estabilidade ao joelho, evitando movimentos excessivos para fora (movimento em varo). Essa estabilidade é fundamental durante atividades que envolvem movimentos laterais do joelho.
Como ocorre a Lesão do LCL?
A lesão do ligamento colateral lateral ocorre principalmente quando há uma força excessiva aplicada ao lado interno do joelho, o que leva à abertura ou distensão do lado externo da articulação. Isso pode ser causado por traumas diretos, torções súbitas ou impactos fortes. Atividades esportivas que exigem mudanças rápidas de direção, como futebol, basquete e esqui, são frequentemente associadas a lesões do LCL. Além disso, acidentes automobilísticos e quedas também podem resultar em lesões no LCL. Esses eventos podem causar desde um estiramento excessivo até uma ruptura completa do ligamento.
Quais os sintomas da Lesão do LCL?
A lesão do LCL pode causar dor no lado externo do joelho, especialmente durante movimentos de dobrar ou estender a perna. Além disso, inchaço na região afetada é comum, sensação de instabilidade ou de que o joelho está "soltando", dificuldade em suportar peso, limitação nos movimentos normais e possíveis hematomas.
Diagnóstico de uma Lesão de LCL
O diagnóstico de uma lesão no ligamento colateral lateral geralmente combina história clínica, exame físico e exames de imagem. O exame físico, realizado por um especialista, é essencial e envolve testes específicos com manipulação do joelho. Se o joelho estiver muito inchado e dolorido, o exame pode precisar ser repetido após a redução do inchaço.
A ressonância magnética é útil para identificar danos nos tecidos moles, como ligamentos e cartilagens, e pode ser realizada mesmo com o joelho inflamado. Outros exames como radiografias, ultrassonografia ou tomografia computadorizada, podem ser usados para complementar o diagnóstico, dependendo da situação clínica.
Tratamento da Lesão de Ligamento Colateral Lateral (LCL)
O tratamento da lesão do LCL varia conforme a gravidade da lesão. Para lesões menores e rupturas parciais sem instabilidade significativa, adota-se uma abordagem conservadora. Isso inclui repouso, aplicação de gelo, compressão e elevação do joelho, além do uso de muletas para suporte de peso. Analgésicos e anti-inflamatórios são recomendados para alívio da dor. O uso de uma tala ou imobilizador pode ser necessário para proteger o joelho e permitir a cicatrização. Simultaneamente inicia-se um programa de fisioterapia para recuperar o movimento, fortalecer a musculatura do joelho, quadril e tronco, e melhorar o equilíbrio e a propriocepção.
Cirurgia para Reconstrução do Ligamento Colateral Lateral (LCL)
A cirurgia é indicada para casos graves de lesão do LCL como rupturas completas ou danos a outras estruturas do joelho. O objetivo é reconstruir o ligamento utilizando enxertos de tendão de outras partes do corpo, como os tendões flexores (grácil e semitendíneo), tendão patelar ou tendão quadricipital. O enxerto deve ser mais resistente que o ligamento original e permitir uma fixação segura.
A reconstrução do LCL é frequentemente realizada por artroscopia, um procedimento minimamente invasivo que proporciona uma recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória e menos riscos de complicações. A técnica recomendada envolve a reconstrução anatômica do LCL, onde o enxerto é posicionado na posição original do ligamento e fixado em túneis feitos nos ossos do fêmur e da tíbia com dispositivos de fixação. Durante a cirurgia, também é importante avaliar e tratar possíveis lesões adicionais nos meniscos e na cartilagem.
Recuperação da Cirurgia do LCL
A recuperação após a cirurgia do ligamento colateral lateral é gradual e exige paciência e comprometimento do paciente. Imediatamente após a cirurgia, pode ser necessário imobilizar o joelho com uma tala ou suporte para protegê-lo. Nos primeiros dias, é comum sentir desconforto e inchaço, para os quais são prescritos analgésicos e anti-inflamatórios.
Algumas semanas após a cirurgia a fisioterapia é iniciada, desempenhando um papel fundamental na recuperação. Os exercícios visam fortalecer os músculos ao redor do joelho, restaurar a amplitude de movimento, melhorar o equilíbrio e a estabilidade, e promover a recuperação funcional do joelho. A fisioterapia também ajuda a reduzir o inchaço e a dor, além de prevenir a rigidez articular.
O tempo de recuperação varia conforme a gravidade da lesão, o tipo de cirurgia realizada e a resposta individual do paciente ao tratamento. Geralmente, a maioria dos pacientes pode começar a retomar as atividades normais dentro de algumas semanas após a cirurgia, mas a participação em atividades físicas mais intensas pode levar vários meses.





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